Exame Física e Química A -2010
Junho 19, 2010 ás 1:00 am | Na categoria Sem categoria | 3 ComentáriosAproxima-se o dia 22, data do exame nacional de FQA. Todos os anos a P/1 – Associação de professores de Física e Química é contactada para dar o seu parecer. Até hoje recusou sempre visto ser apenas um conjunto modesto de professores.
Pretendemos olhar as questões da didáctica da disciplina, mas também outras que afectam o desempenho dos docentes desta disciplina e que lhe são específicas.
Pretendemos acima de tudo ajudar a criar condições para a melhoria do ensino das ciências em particular da Física e da Química.
Preocupam-nos alguns aspectos:
- programa da disciplina de FQA, do ensino secundário, no que concerne os conteúdos ensinados;
- Desequilíbrios do ponto de vista da exigência cognitiva entre 10º ano / 11º ano;
- o ensino da componente experimental;
- critérios de avaliação utilizados nas escolas;
- diferencial existente entre a CIF e a classificação obtida pelos alunos em exames;
- o desajuste entre uma realidade e o solicitado em exames nacionais.
- (…)
Acerca dos exames nacionais à disciplina de FQA:
- têm ajudado os professores a orientar as suas práticas educativas, promovendo o ensino experimental;
- salienta-se a importância da necessidade de controlo do grau de dificuldade dos exames não apenas do ponto de vista cognitivo, mas também no que diz respeito aos assuntos e detalhe com que são abordados os conteúdos. Tratando-se de um exame a conteúdos de dois anos espera-se que estes sejam focados de modo extensivo sem contudo explorar detalhes que em situação de exame surgem como armadilhas.
- As análises realizadas pelo GAVE são de extrema importância mas seria desejável que essa informação fosse rapidamente disponibilizada em bruto de modo as escolas e professores procederem ao seu tratamento e daí extraírem conclusões.
Consideramos ainda, face aos resultados obtidos em anos anteriores, que os exames apresentam um poder de discriminação não proporcional que embora se traduza num elevado índice de discriminação(permitindo separar os piores dos melhores) não é justo para a maioria dos alunos e do trabalho por todos realizado. Isso tem-se revelado um desastre e contribuído decisivamente para um diferencial gigantesco entre a CIF (Classificação interna Final – nota do professor) e a CE(classificação de exame).
É relativamente fácil a alunos muito fracos obterem classificações da ordem dos 5,5 valores(seis valores). Isso aliado aos critérios adoptados nas escolas que privilegiam, atitudes, progressos e uma diversidade de critérios subjectivos assim como uma subliminar pressão para o sucesso, faz com que muitos destes alunos (fracos) vão a exame com 11 valores (CIF) e obtenham aprovação na disciplina, apesar da vexatória classificação de seis valores em exame. Por outro lado, a falta de poder discriminatório proporcional, não permite avaliar e classificar adequadamente, aqueles que de forma mediana seriam capazes de realizar com algum êxito o exame como o fazem na escola. Não sendo proporcional o nível de dificuldade e classificação obtida, é mais fácil a alunos fracos atingirem seis valores que os outros (alunos médios) obterem dez valores. Estes alunos, têm proporcionalmente muito mais obstáculos. Esta politica subjacente à elaboração e classificação dos exames, evita que as notas mais baixas sejam muito baixas, permitindo ao mesmo tempo notas muitos elevadas mas impedindo os alunos medianos de se movimentar de modo proporcional na escala. Criou-se assim no mesmo país realidades distintas para alunos fracos e impreparados e outra para a generalidade dos alunos medianos.
- Os resultados dos exames revelam ainda a necessidade de se adequar o programa a uma realidade incontornável: os alunos que terminam o ensino básico.
3 Comentários »
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Entradas e comentários feeds.
Recusar comentar a prova parece-me ter como consequência a desvalorização desta pro-associação. Proponho que se comente, se requerido.
Aproveito para me disponibilizar para ajuda no que for necessário.
Até breve,
Mário Valente
Comentário por Mário Valente— Julho 7, 2010 #
Colega
O problema é a falta de tempo que todos sentimos nesta altura do ano.
Não parece igualmente que o problema de fundo sejam esta prova em particular mas um conjunto de factores que estão a afectar os resultados.
Agradeço a sua colaboração e se pretender pode enviar um comentário à prova, que será publicado.
Contudo parece-me que como professores de FQ deveriamos debater este problema, que é sério e afecta a nossa imagem pública enquanto profissionais.
cumprimentos
Carlos Brás
Comentário por apfq— Julho 16, 2010 #
Prezada
Se possível, favor repassar aos professores dessa Instituição a mensagem seguinte.
Obrigado,
Prof. Julio Igliori
Prezado(a) Professor(a),
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Comentário por julio igliori— Outubro 15, 2010 #